Capítulo 30
Sylvia estava tão exausta que, quando não conseguiu mais suportar, adormeceu no colo de Jeferson.
Sob a luz intensa, Jeferson ajeitou os cabelos dela atrás da orelha.
Com cuidado, ele a pegou no colo e a levou diretamente para o quarto.
Ao retornar à sala, Bryan já estava na sala de estar, observando a simples moradia.
Bryan perguntou a Jeferson: “Vamos levar a senhorita de volta para Vila Estrelas?”
Vila Estrelas.
Localizada nas proximidades da Baía Dourada, em Cidade Orozco, era altamente desejada pelas famílias ricas da região.
Por causa de um comentário feito por Sylvia, que mencionou ter se encantado pelo lugar, o terreno acabou sendo adquirido por Jeferson.
Os empresários planejavam transformar o local em condomínios à beira–mar, mas Jeferson o transformou no refúgio dos sonhos de Sylvia.
Ele pretendia dar o lugar a ela como presente de aniversário de 18 anos, mas com os problemas da Família Resende, Sylvia desapareceu.
Jeferson se levantou, caminhou até a varanda e acendeu um cigarro, dando duas tragadas.
“Não vamos incomodá–la hoje. Vamos dormir aqui. Pegue minhas malas, por favor.”
Ao ouvir que Jeferson passaria a noite naquele lugar, Bryan lançou outro olhar para a
residência modesta.
“Vamos ficar aqui?”
Jeferson o encarou com frieza: “Algum problema?”
Bryan balançou a cabeça: “Já vou buscar.”
Com a presença da senhorita, parecia que Jeferson tolerava qualquer coisa.
A pequena casa era um refúgio, especialmente porque não queriam perturbar Sylvia no meio da noite.
Bryan rapidamente levou as coisas para cima.
Quando Bryan saiu novamente.
Jeferson inspecionou cada canto da casa onde Sylvia morava, dentro e fora, verificando se havia sinais de outro homem naquele lugar. Seu coração, tenso por dois anos, finalmente encontrou um pouco de paz,
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Capítulo 30
Ele pegou uma toalha nova, cor–de–rosa, claramente uma reserva de Sylvia.
Sylvia, meio adormecida, acordou com a necessidade de usar o banheiro.
Sonolenta, estava prestes a sair em direção ao banheiro quando, ao abrir a porta do quarto, viu Jeferson apenas com a toalha rosa na cintura.
Sylvia: “!!”
Nesse momento, a campainha tocou insistentemente.
Ela olhou automaticamente para a porta e depois para Jeferson.
Jeferson franziu a testa: “Quem será a essa hora?”
O relógio na parede marcava cinco horas. Já não era apenas tarde da noite, mas quase amanhecendo.
Do lado de fora, Ricardo, desesperado, tocava a campainha sem parar.
Ao perceber que Kesia havia acordado novamente devido à doença, ele não conseguiu se controlar.
Foi diretamente procurar por Sylvia.
Jeferson perguntou: “Vai atender?”
Sylvia respondeu: “Não precisa…”
Do lado de fora, Ricardo: “Sylvia, abre a porta!”
Sylvia: “…”
Inacreditável. Por que aquele desgraçado não estava com Kesia, mas incomodando ela?
“Se não abrir, eu vou pedir para o chaveiro!”
Sylvia sentiu uma pontada de irritação.
Ele havia chamado um chaveiro? Queria arrombar sua porta? Desde quando Ricardo era tão sem ética?
Ela olhou para Jeferson, buscando uma saída, e hesitou: “Então…”
“Quer que eu me esconda?”
Sylvia: “!!”
Isso…
Vendo a expressão cada vez mais séria dele, ela não teve coragem de concordar.
“Bem, ainda temos alguns mal–entendidos para resolver.”
Do lado de fora, a voz de Ricardo ficava cada vez mais irritada: “Você que não quer abrir. Se a fechadura for estragada, não me culpe!”
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Capítulo 30
Então, ouviu–se o barulho da fechadura.
Aquele desgraçado realmente havia chamado um chaveiro?
Sylvia olhou para Jeferson, com a raiva de Ricardo em seus olhos.
Ela se virou para pegar seu taco de beisebol, determinada a acabar com aquele desgraçado do
Ricardo…
Mas, nesse momento, a porta atrás dela se abriu com um clique.
Sylvia virou–se, encontrando o olhar de Ricardo, que estava do lado de fora.
Ricardo, com os olhos cheios de fúria, teve sua mente zunindo ao ver a cena dentro da casa.
Se não tivesse encontrado Sylvia, teria duvidado que tivesse batido na porta certa.
Porém, não houve erro algum.
Sylvia estava no local, mas quem era aquele homem em sua casa?
A sua respiração se tornou ainda mais ofegante.
“Sylvia!”
Olhando para Jeferson sob a luz brilhante, o rosto imponente do homem, com olhos penetrantes como os de uma águia, exalava uma aura majestosa.
Mesmo Ricardo, em sua fúria, ficou momentaneamente intimidado por aquele olhar.
Seus olhos desceram lentamente do abdômen tenso do homem, finalmente pousando na toalha rosa chamativa que ele usava.
Ricardo, já lutando para manter a calma, sentiu sua raiva crescer ainda mais ao ver aquele
homem em tal estado.
“Então essa é a razão pela qual você tem insistido em cancelar nosso noivado, Sylvia? Você realmente se superou!”
Com essas palavras cortantes, ele deu um passo para dentro.
O chaveiro, que estava ao lado, testemunhou a cena perigosa.
Ambos os homens exalavam perigo, e ele escapou rapidamente, não ousando ficar para assistir, sem sequer ousar pedir seu pagamento a Ricardo.
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