Capítulo 10
Quando Kesia mencionou o cancelamento do cartão de Sylvia, um brilho de satisfação difícil de controlar brilhou em seus olhos.
Sylvia, não há espaço para você na Família Menezes. Só pode haver uma filha nesta família, e
essa sou eu!
Ela se deleitava interiormente, mas ainda assim, disfarçava sua alegria com uma falsa preocupação: “Se cancelarem o cartão de Sylvia, como ela vai sobreviver? Nos últimos dois anos, ela tem sido sustentada pela Família Menezes, sem ter um trabalho sequer.”
Gilberto respondeu com firmeza: “Kesia, não a defenda. Está na hora de corrigirmos a postural
dela.”
Kesia olhou hesitante para Glenda.
Glenda, concordando, acenou com a cabeça e disse: “Escute seu irmão, é hora de ela aprender a ser uma dama de respeito.”
Pensando no temperamento de Sylvia, Glenda sentiu uma dor de cabeça surgir.
Ela também duvidava que Sylvia fosse simplesmente esquecer o que sentia por Ricardo, especialmente depois da confusão que causou dois anos atrás, por causa dele.
Sylvia havia dito que o acidente de carro fora uma armação de Kesia, movida pela inveja de Ricardo.
Kesia então voltou seu olhar para Ricardo.
Ricardo estava com a testa franzida, em silêncio, mas seu olhar claramente indicava que ele concordava com Glenda e Gilberto.
Glenda começou a se preocupar com o tornozelo de Kesia: “Como está o ferimento? É grave?”
Kesia balançou a cabeça: “Não é nada grave. Foi Ricardo quem insistiu para que eu viesse ao hospital.”
Glenda respondeu: “É melhor tomar cuidado. Seu pai arranjou os melhores especialistas para fazer um novo exame.”
“Obrigada, mãe.”
“Ah, minha filha, não precisa agradecer.”
Ouvir Kesia agradecê–la fez o coração de Glenda apertar.
Enquanto todos se preocupavam com Kesia, discutiam sobre como punir Sylvia.
Concordaram em cancelar sua mesada de vinte mil reais, forçando–a a um acordo sobre o incidente com Kesia, para que ela não prosseguisse com a investigação.
No fundo, estavam confiantes de que Sylvia amava multo Ricardo e achavam que ela estava
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Capítulo 10
apenas fazendo birra.
Decidiram que, dessa vez, não dariam a Sylvia nem a chance de ser caprichosa.
Sylvia passou a tarde toda em reunião no estúdio.
Era um grande projeto… um marco histórico no mundo do design, e Sylvia estava completamente envolvida.
Ela sabia que precisava aproveitar a oportunidade com aquele grandioso investidor.
Quando saiu do estúdio, já eram seis horas.
“Sylvia?”
A voz de Íris soou surpresa, quase incapaz de acreditar que a encontrou naquele ambiente.
Era hora do rush, onde as pessoas começavam a sair do prédio.
Sylvia se virou, e Íris já estava ao seu lado: “O que você está fazendo aqui? Veio procurar trabalho?”
O local era composto por três grandes edifícios, todos ocupados por escritórios de diversas
empresas.
Antes que Sylvia pudesse responder, Íris continuou: “Eu te ofereci dinheiro e você não quis, agora está aqui procurando emprego?”
Sylvia respondeu: “Vamos jantar primeiro, assim podemos conversar enquanto comemos.”
O estúdio de Sylvia não era algo que pudesse ser explicado rapidamente, muito menos para alguém como Íris.
Elas acabaram escolhendo uma churrascaria.
Meia hora depois…
Quando Íris soube sobre o estúdio de Sylvia, ficou chocada: “Você realmente escondeu isso direitinho! Nunca imaginaria…”
Se ela não sabia, então a Família Menezes e Ricardo com certeza também não sabiam.
Sylvia respondeu: “Não era algo que precisasse ser mencionado o tempo todo. Nunca surgiu a oportunidade.”
Íris refletiu: “É, faz sentido…”
Elas se conheceram no exterior, e suas conversas geralmente giravam em torno de assuntos
femininos.
Não só Sylvia, mas fris também raramente falava sobre trabalho. Normalmente, eram só comentários rápidos.
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Capítulo 10
“Já faz um ano?” – Íris perguntou.
Sylvia acenou com a cabeça: “Sim, um ano.”
“E está dando lucro?”
Essa era a questão mais importante.
Desde que tivesse dinheiro, seja com a Família Menezes ou com Ricardo, ela teria voz ativa.
Sylvia respondeu: “Tenho poucos milhões, sabe?”
Íris ficou boquiaberta!
A diferença entre o conceito de “dinheirinho” delas era enorme. Milhões, e ela chamava de pouco?
“Um estúdio de design de viagens, isso dá tanto dinheiro? E logo no primeiro ano?”
A maioria dos estúdios pequenos, no primeiro ano, se não perdessem dinheiro, já considerariam um sucesso. E Sylvia ainda estava lucrando.
Sylvia riu e disse: “Quando se trabalha direito, claro que lucra. Mas não espalha, ok?”
“Entendido.”
Íris acenou, captando a mensagem de Sylvia.
Aquela desgraçada da Kesia queria tudo o que era de Sylvia. E ela se lembrava Kesia também era da mesma área.
que
Por outro lado, ainda tinha o Ricardo, um sujeito de caráter duvidoso, que estava intimidando Sylvia. Ela temia que ele tentasse sabotar tudo pelas costas.
Íris disse: “Então você nem precisa se preocupar tanto com eles. Eles querem te pressionar financeiramente para que você ceda.”
Bloquearam o cartão dela, qual seria a intenção senão essa? Todos sabiam.
No fundo, o que queriam era que Sylvia desistisse de investigar que Kesia foi a mente por trás do acidente.
Por causa daquela filha adotiva, a família não poupava esforços.
“E a Jessica Duarte? Ela sabe sobre o estúdio?”
Sylvia respondeu: “Não, faz tempo que não a vejo. Sempre que ligo, ela diz que está ocupada no hospital.”
Jessica era a amiga inseparável de Sylvia e Iris, uma doutora gênia na área de ginecologia.
Naturalmente, ela também era a mais ocupada do trio.
Íris concordou; “Pois é, ela é a que mais trabalha. Também faz um mês que não a vejo.”
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